Senhora Piscina

Piscinas são locais de lazer, relaxamento, atividades físicas e terapêuticas. Sendo esses locais frequentados por muitas pessoas, é de se esperar que algumas delas liberem na água bactérias (inclusive as de origem fecal) e outros organismos causadores de diversas doenças. Uma vez que já é esperado que isso ocorra, a liberação desses patógenos não é um problema, contanto que a piscina esteja devidamente tratada, em especial, que possua cloro residual livre disponível para oxidar e eliminar esses microorganismos antes de infectarem os banhistas.

Você pode estar pensando: como assim é de se esperar? Sim, qualquer pessoa, por mais “limpinha” que seja, carrega consigo uma quantidade enorme de organismos invisíveis a olho nu, que serão despejados na piscina logo após os primeiros mergulhos. Devido a isso, é recomendado que sempre se tome uma ducha rápida antes de entrar na piscina. Tal atitude ajuda, e muito, porém, não elimina por completo a deposição de bactérias e outros microorganismos uma vez que eles podem estar alojados em regiões que não serão limpas durante a ducha, como as regiões genitais e anais.

Sendo assim, o primeiro procedimento para evitar a proliferação de agentes patogênicos é o controle rigoroso da concentração de cloro livre na água. Um bom tratador jamais poderá liberar uma piscina para uso caso ela contenha menos do que 1 PPM de cloro livre – possua ela ou não métodos de desinfecção auxiliares como a ultravioleta e o ozônio!

Agora que entendemos a necessidade de controlar o nível do residual de cloro livre, podemos afirmar que qualquer piscina com cloro dissolvido está livre de patógenos?

 

A resposta é não.

Mesmo que uma piscina possua cloro, caso seu pH esteja desregulado, a quantidade de compostos nitrogenados esteja elevada, a turbidez excessiva, entre outros possíveis problemas, ela ainda poderá conter germes. Sendo assim, a única forma 100% eficaz para identificar se uma piscina possui microorganismos causadores de doenças é realizando a análise microbiológica da água em laboratório capacitado.

A análise microbiológica é, portanto, a única forma de sabermos se todo o tratamento físico e químico, assim como as medidas preventivas, como o uso de duchas e de lava-pés pelos banhistas, está sendo eficaz na desinfecção da água.

Tal medida é dispensada pelos órgãos fiscalizadores em todas as piscinas residenciais, ou seja, é decisão do proprietário da piscina investir ou não neste tipo de análise laboratorial. Porém, exclusivamente para piscinas de uso coletivo e público, existe, sim, esta obrigatoriedade na maioria dos estados do país.

Por fim, gostaríamos de orientar sobre a responsabilidade que tratadores de piscinas, em especial aqueles que trabalham em piscinas com fluxo acentuado de pessoas, como as coletivas e públicas, de monitorar e ajustar com rigor o nível de residual de cloro livre. Além disso, esses profissionais devem orientar os administradores e proprietários de piscinas quanto a necessidade da realização de exame bacteriológico, o qual deve ter seu resultado afixado em local visível aos banhistas.

Piscinas são locais de diversão, esporte e saúde. Para que nenhum microorganismo atrapalhe seu uso, disseminando doenças, a análise microbiológica da água não pode ser negligenciada, uma vez que esta é a única forma de sabermos se uma piscina é saudável.

 

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Fonte: piscinafacil

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